Vereador diz que é contra e que nunca fará doação

Jean Rizk

Após o vereador Julio Caetano postar no seu Instagram um story com a frase “Tudo aquilo que você faz com amor e dedicação, terá com certeza um belíssimo resultado” e com sua imagem na tribuna da Câmara de Vereadores de Penápolis, um munícipe respondeu o referido story e alegou que o vereador não faria por amor, mas sim pelo salário, uma vez que não tinha conhecimento de que o vereador doasse 100% do seu salário para nenhuma instituição filantrópica.

Em sua resposta, o vereador Julio Caetano afirmou que doar o subsídio que recebe como vereador é ilegal.

Vale destacar, que tal afirmação do vereador é completamente equivocada, visto que não há qualquer impedimento na legislação que proíba que se doe qualquer quantia de dinheiro que tenha recebido por meios lícitos. Uma vez que o dinheiro foi depositado na sua conta, o vereador teria todo o direito do mundo de doá-lo integralmente a uma instituição filantrópica.

Na realidade, o que não pode é o Poder Legislativo deixar de instituir subsídios para os vereadores, o que obviamente não tem qualquer ligação com o caso em tela.

Após ser confrontado pelo munícipe, que de forma clara informou que a doação não é ilegal e nem imoral, o vereador ainda declarou que nunca fará e que é contra a prática da doação, conforme pode ser visto na transcrição abaixo:

“kkkkkk… mas nunca farei isso e sou contra essa prática irmão. Também não é ilegal receber o que é de direito. Não estou pegando nada de ninguém, nem mais E nem menos, apenas o que é de direito.”

Estranhamente, o mesmo vereador Julio Caetano postou há alguns meses um vídeo sobre uma suposta parceria com uma empresa para a distribuição de 2500 litros de cloro para unidades de saúde, Pronto Socorro, Santa Casa e famílias carentes, conforme pode ser visto no link https://www.facebook.com/juliocaetanopenapolis/posts/2952947361438050

Afirma ser contra a prática de doar, mas enaltece uma empresa que faz tal prática? Em uma analogia simples, a doação dos produtos produzidos por uma empresa equipara-se a doação de uma pessoa que o faz através do seu salário.

Por fim, o munícipe afirma que o vereador não atua por amor, mas sim pelo provento que lhe é de direito.

Procurado por nossa reportagem para se manifestar sobre o assunto, o vereador Julio Caetano não respondeu nenhum de nossos contatos até a publicação desta matéria.