Qual o motivo da nomeação em ano eleitoral de secretário para cargo que supostamente já era acumulado por outra pasta?

Jean Rizk

Recentemente a Prefeitura de Penápolis realizou a nomeação de um secretário para a Secretaria de Planejamento, cujas atividades eram acumuladas pelo secretário de Desenvolvimento e Trabalho.

Por se tratar de secretaria que já era acumulada supostamente sem qualquer problema e principalmente por estarmos em ano eleitoral, causou certa estranheza tal nomeação.

Nossa reportagem procurou o prefeito Célio de Oliveira e fizemos os seguintes questionamentos:

  1. Qual o motivo de se ocupar um cargo comissionado em ano eleitoral, sendo que até então as atividades da Secretaria de Planejamento eram desempenhadas pelo secretário de Desenvolvimento e Trabalho?
  2. Na hipótese do secretário de Desenvolvimento e Trabalho estar se sentido sobrecarregado, não seria mais fácil trocar tal secretário por outro que aceitasse continuar com a acumulação das secretarias?
  3. Se o secretário de Planejamento é necessário agora, por qual motivo não era há poucos meses atrás?
  4. Conforme a matéria publicada pela Prefeitura, a função da secretaria de planejamento não é algo essencial. Já que cada secretaria pode ser responsável pelos seus próprios cronogramas e bastaria uma reunião semanal com todos os secretários para que todos ficassem alinhados com as ações de cada secretaria.
  5. De acordo com o prefeito, todo planejamento e ações das secretarias municipais, precisam passar antes, pela Secretaria de Planejamento. Não seria mais viável trocar o secretário de Desenvolvimento e Trabalho por alguém que desse conta das demandas?

Em resposta, o prefeito Célio afirmou que já havia realizado o convite para o Daniel Rodrigueiro em maio de 2019 e que o atual secretário de Desenvolvimento e Trabalho estaria sem condições de atender todas as demandas, alegando que em nada teria a ver com a questão do ano eleitoral.

Ainda, ao ser indagado se não seria mais viável trocar o secretário de Desenvolvimento e Trabalho por alguém que desse conta das demandas, limitou a dizer que não seria na sua avaliação.