Deputado rasga moção de repúdio aprovada por vereadores linenses

Reprodução: Youtube/Alesp

Na Sessão Plenária realizada no dia 18/02/2020, o Deputado Estadual Arthur do Val rasgou a moção de repúdio enviada por vereadores da cidade de Lins-SP, conforme pode ser visto neste vídeo.

Segundo o requerimento de nº 985/2019 assinado pelo vereador Marcelo Moreira da Silva, a moção de repúdio aprovada pela Câmara de Vereadores da cidade de Lins-SP teria sido motivada pela fala do deputado Arthur do Val no dia 04/12/2019, na tribuna da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo – Alesp, onde teria chamado por diversas vezes os servidores públicos de “vagabundos”.

O fundamento da moção de repúdio, segundo consta no requerimento é o seguinte:

“CONSIDERANDO que, “só em São Paulo somos hoje mais de um milhão e duzentos mil servidores ativos, inativos e pensionistas. São incontáveis histórias de vida formando seres humanos, educando, salvando vidas, combatendo o crime e a corrupção, protegendo as crianças, os idosos, o meio ambiente, as relações de consumo, entre o exercício de tantas outras funções, sem ideologias ou qualquer tipo de partidarismo” segundo a Associação Paulista do Ministério Público;”

Estranhamente, o vereador linense demonstra enorme preocupação com o que é dito fora da sua área de competência, mas até o presente momento não reagiu de forma igual aos ataques feitos por um colega de casa legislativa contra um meio de comunicação da cidade de Lins-SP.

No final de janeiro deste ano, um vereador da cidade de Lins utilizou seu espaço durante a sessão para realizar ataques contra a imprensa, inclusive tentando desmerecer um meio de comunicação digital.

Conforme verificação feita no site da Câmara de Vereadores de Lins, não há qualquer menção de moção de repúdio em relação a conduta do vereador nos ataques feitos ao meio de comunicação.

Por qual motivo o vereador Marcelo Moreira da Silva não apresentou nenhuma moção de repúdio contra seu colega que atacou a imagem de um jornalista e seu meio de comunicação e com a mesma vontade que o fez em relação ao caso do deputado?