Análises atestam melhoria da qualidade da água do Ribeirão Lajeado

Secom-PMP

O Daep (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis) recebeu, na última semana, os resultados dos ensaios de amostras de água coletadas em diversos pontos do Ribeirão Lajeado e das ETE (Estações de Tratamento de Esgoto). Em todos os pontos de coleta, foi possível verificar melhorias significativas na qualidade da água do Lajeado em relação às coletas anteriores.

Os resultados atestam a evolução na qualidade do tratamento dos efluentes em Penápolis. Segundo o presidente do Daep, Márcio Wandeley, a melhoria da qualidade da água do Ribeirão Lajeado demonstra que os investimentos realizados pelo Daep estão surtindo efeito.

“Essa melhoria na qualidade de água do nosso manancial pode ser atribuída ao aumento da eficiência da Estação de Tratamento de Esgotos da bacia do Maria Chica, que atualmente está passando por um processo de desassoreamento, num investimento aproximado de R$ 1,3 milhão”, destacou.

Outra melhoria implantada em 2017 foi o tratamento preliminar na Estação de Tratamento de Esgoto. O sistema dotado de grades e raspadores de areia mecanizados retêm os sólidos presentes no esgoto antes do lançamento nas lagoas de tratamento.

O presidente do Daep acrescentou que a manutenção da qualidade da água do Ribeirão Lajeado é um compromisso da autarquia e que os investimentos necessários sempre são tratados como prioridade.

“Por se tratar do único manancial do município, o CIRL (Consórcio Intermunicipal do Ribeirão Lajeado) e o Daep realizam o monitoramento do Ribeirão Lajeado de forma contínua. A cada três meses são realizadas coletas de amostras para ensaio laboratorial para que possamos verificar a qualidade da água”, explicou Wanderley.

A bióloga do Daep, Rosane Centenaro Dantas, contou que as medições no corpo hídrico e nas ETES foram realizadas pelo laboratório Controle Analítico que possui acreditação da NBR ISO/IEC 17025. “Os efluentes de ambas as ETEs tiveram todos os parâmetros dentro dos limites do Art. 19 A do Decreto no 8.468, de 08 de Setembro de 1976”, informou.

“A Estação de Tratamento de Esgoto Maria Chica obteve eficiência de 81,11% e a ETE Santa Terezinha de 90,61% na remoção da carga orgânica. Os índices de eficiência no tratamento dos esgotos se apresentaram dentro do permitido nas Resoluções do CONAMA Nº 357/2005 e nº 430/2011”, finalizou.

Consórcio Ribeirão Lajeado

Ainda de acordo com o presidente do Daep, Márcio Wanderley, outro fator que contribui para a qualidade do manancial é o trabalho preventivo realizado pelo CIRL (Consórcio Intermunicipal Ribeirão Lajeado) ao longo de 27 anos.

“As ações de manejo de solo, recuperação de estradas rurais, plantio de mudas e manutenção da mata ciliar contribuem para manutenção da qualidade e da quantidade de água disponível no Ribeirão Lajeado. O trabalho contínuo desenvolvido pelo CIRL é preventivo e tem como resultado o abastecimento ininterrupto de água a toda a população penapolense”, concluiu.

Fonte: Secom – PMP