Alto custo é o grande desafio da Santa Casa

Secom-PMP

A gestora da Santa Casa de Misericórdia de Penápolis, Renata Cristina Vidal, comentou a respeito da grande defasagem entre o que o SUS paga pelos procedimentos realizados e o custo real de cada um deles. “Essa diferença na cobertura dos procedimentos é o que agrava a situação financeira. Temos um desafio enorme”, explicou.

Renata revelou alguns exemplos de como as contas não fecham: uma cirurgia de colecistectomia (“cirurgia de vesícula”) custa para a Santa Casa R$ 2.100,00, sendo que o SUS reembolsa em apenas R$ 447,16. No caso de uma cesariana, a Santa Casa tem um custo de R$ 1.100,00, enquanto que o reembolso do SUS é de R$ 395,68.

Outros exemplos citados são o a herniorrafia sem tela (“cirurgia de hérnia”), cujo gasto para o hospital é de R$ 1.100,00 e o reembolso é de R$ 279,03; e a cirurgia de fratura de fêmur sem prótese, que tem custo de R$ 1.100,00 e que o repasse do SUS fica em apenas R$ 725,17.

“Estes são só alguns exemplos de como a situação financeira se agrava. Não tem como fechar essa conta com um reembolso muito aquém da realidade. Nestes gastos são computados itens como alimentação, medicamentos, funcionários, cirurgia, entre outros”, observou a gestora.

Sobre os repasses recebidos do Governo Federal, Estadual e Municipal, Renata explicou que mensalmente a União transfere o Teto Mac de R$ 450 mil; o Governo de São Paulo apenas R$ 40 mil; e a Prefeitura de Penápolis R$ 400 mil. “Se não fosse o auxílio da Prefeitura a Santa Casa estaria fechada”, afirmou ela.

“O valor que o Governo do Estado repassa, no valor de R$ 40 mil, não dá nem para pagar a compra de medicamentos, em torno de R$ 250 mil mensais. É aproximadamente um sexto do total que se gasta só com remédio”, revelou.

“E o pior é que neste mês de abril houve aumento de 14% nas medicações, percentual que não é acrescido na parcela do mês”, lamentou Renata Vidal.

Mensalmente a instituição consome nos seus procedimentos um total de 29.900 seringas, 23.925 agulhas, 18.750 frascos de soro e 2.000 fitas de glicemia.

Sobre materiais de limpeza, ela ainda citou que são gastos por mês 300 litros de alvejante, 300 litros de sabão líquido, 250 litros de detergente e 300 litros de amaciante.

Alimentação

Renata ainda comentou sobre a alimentação fornecida pela Santa Casa. “São cinco refeições diárias. Uma quantidade muito grande de alimentos por dia. Felizmente a comunidade tem ajudado muito com campanhas de arrecadação de alimentos”, falou.

“Ao recebermos as doações de gêneros alimentícios, deixamos de gastar com isso para poder utilizar o dinheiro em outras necessidades. Ajuda muito, com certeza, e por isso somos extremamente gratos à população, empresas e clubes de serviço”, destacou.

De acordo com levantamento divulgado, a Santa Casa de Misericórdia de Penápolis consome mensalmente 600 litros de leite, 120 quilos de café, 60 quilos de achocolatado, 120 pacotes de biscoito água e sal e 60 caixas de chá mate, entre outros alimentos.

Aqueles que desejam contribuir de alguma forma com a Santa Casa de Penápolis podem entrar em contato pelo telefone (18) 3654-2210.

Fonte: Secom – PMP